A energia e a beleza exuberante da Chapada dos Veadeiros em Goiás: 1ª parte (visão geral, Vale da Lua e Catarata dos Couros)

Olá, mundantes!

As próximas duas postagens do blog serão sobre um lugar maravilhoso a apenas 2 horas de Brasília e com mais de 60 cachoeiras à disposição dos turistas: a Chapada dos Veadeiros.

Nosso objetivo não é compilar informações que podem ser encontradas no Google, mas realmente relatar o que vivemos, com o acréscimo de dicas que podem tornar sua mundança ainda mais especial que a nossa.

Vem mundar? Boa leitura!

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Visão geral

Não tenho palavras pra demonstrar nosso encantamento pela Chapada dos Veadeiros. Eu, Anne, sou uma pessoa relativamente cética, mas se tem uma coisa em que eu acredito é em energias. O Caio, por sua vez, é EXTREMAMENTE cético hahhaha…mas até ele se rendeu à constatação de que a Chapada tem uma energia diferente.

Deve ser o lugar com mais hippies e dreadlocks por metro quadrado do Brasil. Foi nosso primeiro contato com “comida viva”, “comida vegana”… Lá que descobri que empilhar pedrinhas é uma forma de meditação. E ao lado do nosso hotel havia uma oficina de discos voadores haha.

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Como se vê, é um local que proporciona experiências realmente diferentes para pessoas como nós, mais “tradicionais” e, sem dúvidas, uma oportunidade de ficar imerso nessa alternatividade pra quem já é adepto do estilo.

Temporada

08/10/15 a 13/10/15 – feriado de Nossa Senhora Aparecida.

A região é bem demarcada com duas “estações”: cheia (chuvas – novembro a abril) e seca (sem chuva, mas pouca água – maio a outubro). Nossa viagem ocorreu durante a seca. E qual a influência disso? Alguns poços de Loquinhas, por exemplo, estavam fechados pela falta de água e as outras não estavam tããão imponentes – vimos fotos de Couros e Almécegas com muito mais água do que as nossas. Mas me senti segura em andar pelas trilhas sem chuva e o lugar continua tão bonito quanto. Só é mais um motivo pra voltar em outra época e conhecer uma diferente face da região.

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Couros na cheia (foto do Google)
Almécegas na cheia (foto do Google)
Almécegas na cheia (foto do Google)

Ah! Sou bem fresca com água fria e estava preocupada em não aproveitar as cachoeiras por esse motivo. Mas tô dizendo…a energia é diferente, te move! hahaha Aproveitei MUITO todas as cachoeiras…depois das trilhas, seu corpo está pedindo pra se refrescar e mundar é isso né?! Se jogar mesmo para aproveitar cada lugar pelo qual passar.

Passagem

Vitória-Brasília

  • Ida-Volta (TAM*): R$ 241,18 (comprada 3 meses antes, em 11/07/15)
    • 17h00-19h09
    • 14h51-16h27 (há um horário mais cedo, tentei antecipar, mas cheguei depois do voo)

* Aproveito para lembrar que a OAB e a TAM têm uma parceira de desconto para advogados. Na época eu esqueci de usar, mas é super simples: basta acessar esse link e seguir o passo a passo. É válido para passagens áreas e também pacotes de viagem TAM (passagem + hotel + carro; hotel + carro; hotel ou carro).

Porto Seguro-Brasília

  • Ida (AZUL): R$ 254,25 (comprada 3 meses antes, em 11/07/15)
    • 13h53-17h16 (escala de 50min em Belo Horizonte)
  • Volta (TAM): R$ 272,03 (comprada 3 meses antes, em 11/07/15)
    • 12h01-16h02 (escala de 1h41 em Belo Horizonte)

O que levar

  1. Dinheiro em espécie – para facilitar, mas diversos lugares aceitam cartão de crédito, além de existir Banco do Brasil e Itaú em Alto Paraíso (São Jorge não possui bancos);
  2. Boné/chapéu;
  3. Roupa de banho/canga;
  4. Óculos de sol;
  5. Protetor solar;
  6. Repelente;
  7. Calçado apropriado: compramos essa sapatilha na Decathlon por indicação dos amigos Ju e David. Ela é ótima porque adere bem nas pedras, dá mobilidade ao pé e é mais prática pra tirar/colocar para os mergulhos do que um tênis. Recomendamos!
  8. Calça para caminhar: levei com medo de mosquitos e do mato arranhar a perna, mas foi bom para não arranhar os joelhos mesmo, pois em alguns momentos os utilizei nas escaladas;
  9. Mini farmácia: levamos antialérgico, bandaid, relaxante muscular e pomada Fenergan (a solução para alérgicos a picadas de insetos covmo eu);
  10. Mochila: levar todas essas coisas, além de água e lanches para as caminhadas – lembrar de trazer lixo de volta.

Investimento total
Cerca de R$ 2.300,00 para o casal (sem o aéreo)

Roteiro

08/10: Vitória/Porto Seguro – Brasília

09/10: Brasília – Alto Paraíso; Vale da Lua

10/10: Catarata dos Couros + Termais

11/10: Cachoeira de Santa Bárbara + Capivaras

12/10: Loquinhas + Cristais + Almécegas I + Almécegas II + São Bento

13/10: Alto Paraíso – Brasília; Brasília – Vitória/Porto Seguro


DIÁRIO DE BORDO

08/10/15 (quinta-feira): Vitória/Porto Seguro a Brasília

Chegamos no final da tarde no Vida Plaza Hotel, reservado previamente pelo Booking.

O hotel é muito bom: preço justo, perto do aeroporto (gastamos 25 reais num táxi “informal” – senhor que nos abordou no aeroporto), limpinho e com um aspecto de recém inaugurado. A cama é grande e o tamanho dos cômodos é bom. O café da manhã é simples, mas muito gostoso. Conta ainda com uma funcionária muito simpática que nos oferece beijus fresquinhos (tão simpática que inventou um sabor doce pra saciar minha gordice, apesar de normalmente só fazerem salgados).

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Tapioca feita na hora no Vida Plaza Hotel

Às 20h30 nos encontramos com um casal de amigos e sua filha no CocoBambu do Lago Sul (é possível reservar online). Para sentar na varanda, a fila de espera possuía 15 mesas, enquanto no salão (nossa opção) era de 6. Esperamos cerca de 40 minutos para entrar. O cardápio é extenso, a comida e os drinks (batida de coco e de banana) são sensacionais, mas paga-se bem por isso. A conta foi de 660 e os pedidos foram: 2 pratos de camarão, 1 prato infantil, 2 drinks, 2 cervejas, 3 águas e 2 refrigerantes.

09/10/15 (sexta-feira): Brasília – Chapada dos Veadeiros (Vale da Lua)

Nosso casal companheiro de viagem foi nos buscar de carro no hotel, de onde seguimos viagem para a Chapada. Saímos do hotel por volta das 9h e chegamos em Alto Paraíso às 11:30.

Nosso hotel foi o Tapindaré, de fácil localização, e que foi reservado direto com a equipe via e-mail e o depósito de metade do valor. Pagamos o total de R$ 1.250,00 pelo quarto de casal. Também é possível reservar pelo Booking.

Fomos recebidos com um suco verde, enquanto preenchíamos nosso cadastro e quitávamos a metade restante do pacote. O hotel possui uma pequena piscina, estacionamento, churrasqueira, jacuzzi (240 reais/hora – cabem 8 pessoas).

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Almoçamos no restaurante self service do hotel, R$ 45/kg e muito gostoso. Ele funciona de 8h às 17h, então o recomendado é almoçar no hotel e jantar fora. Eles também possuem opções à la carte; fiquei no desejo de experimentar o peixe à pururuca.

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Nosso quarto foi o nº 1, adaptado para cadeirantes. Ele não possui box e depois do banho é preciso passar o rodo pois ele fica encharcado. O maior problema do quarto é a localização: bem ao lado da rouparia, então logo cedo as camareiras estão por ali conversando alto e fazendo barulho ao buscar seus materiais. O colchão também não é dos mais confortáveis, achamos muito mole.

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Após almoçar, descansamos um pouco e saímos para realizar nosso primeiro passeio: o Vale da Lua.  

É cobrado entrada de 10 reais por pessoa e a caminhada é muito leve, dura cerca de 10 min. O lugar é muito bonito; as pedras realmente parecem a lua e as piscinas são ótimas para banho e descanso, a água é muito transparente! Como estava bem no início do feriado, ainda conseguimos pegá-las vazias, mas dizem que é a mais concorrida, por ser a mais próxima da cidade.

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Jantamos no Zu’s Bristô, que encontramos no TripAdvisor. Quem atende é uma senhora muito gente boa, chamada Vera, responsável também pela cozinha. O preço é surreal: média de R$ 19 por prato. Nós pedimos vinho, lasanha de ricota com azeitona (melhor prato), nhoque com carne desfiada, macarrão com mariscos e nhoque com molho shitake.

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Melhor prato do Zu’s Bistrô: lasanha de ricota com azeitona
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Nhoque com carne desfiada
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Risoto de frutos do mar
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Nhoque com molho funghi

10/10/15 (sábado): Chapada dos Veadeiros (Catarata dos Couros)

Tínhamos reservado um guia turístico antes mesmo de chegar na cidade com o objetivo de ir para as Cataratas dos Couros e a Cachoeira de Santa Bárbara. Deixamos combinado os dias e os preços, mas quando ele chegou no hotel disse que o valor combinado era só pelo acompanhamento, que não incluía irmos no carro dele.

Ficamos chateados com esse disse-não-disse e optamos por cancelar com ele após nos certificarmos com a recepcionista de que teríamos outro guia à disposição: o Murilo, uma figura simpaticíssima, super de bem com a vida e um preço bacana. O cel dele é (62) 9920-0263 e o e-mail marauefloricultura@gmail.com

Nossa dica é que combine com o guia antes por escrito, seja por e-mail ou mesmo uma mensagem de celular, pois assim é menor a chance de erro.

Nesse 1º dia, indo no carro do guia para a Catarata dos Couros nos foi cobrado 240 reais. O carro dele é um Tracker da Chevrolet, ideal para a estrada (que é bem ruim). Antes de sairmos de Alto Paraíso, o Murilo deu uma passada na feirinha, que é muito interessante, vale a visita para conhecer o pessoal vendendo comida viva e peixe defumado.

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Andamos cerca de 1h40 até chegar ao final da cachoeira que consideramos a mais bonita. O Murilo foi bastante atencioso ao fato de termos uma grávida de 3 meses na equipe, além de levar lanchinhos (mas não deixe de levar o seu também) como frutas secas, banana, rapadura (!!!) e a sensação da Chapada: o Gergeliko. É um snack de gergelim produzido lá mesmo na região, bem natureba e muito gostoso, experimentem!

O passeio tem direito a diversas paradas bacanas, com pontos para banho em locais bonitos, cachoeiras grandes e até um escorrega. 

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Nossos companheiros de viagem: os queridos Eduardo e Luísa (com o Duduzinho na barriga)

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Nosso guia figuraça: Murilo!

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Andando mais um pouco, chega-se à pior parte (que exige mais esforço), a qual é opcional para quem quiser realizar um salto bem legal de 8 metros. Basta encarar uma descida de pedras bem íngreme. Depois ainda é possível atravessar o poço e continuar o passeio até um penhasco muito bonito. 

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Apesar de não ser obrigatória a contratação de um guia, achamos importante a presença de um por conta de diversos pontos “desafiadores” que Couros possui. A presença de um profissional habilitado nos dá mais segurança.

Após o passeio, antes de nos deixar no hotel, o Murilo nos levou para comer num restaurante vegano: Cravo e Canela. Nós quatro ficamos com um super preconceito ao entrar no lugar e olhar o cardápio. Achávamos que não gostaríamos de nada e tínhamos caído numa cilada. Mas, para nossa feliz surpresa, o lugar é maravilhoso! Pedimos açaí, sanduíches e bruschetta em pão integral, de fabricação do próprio restaurante.

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A comida tem seu tempo: paciência

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À noite, fomos visitar as piscinas termais que ficam “próximo” (anda um bocado em estrada de chão) a São Jorge. A entrada é 20 reais e o local estava parecendo um piscinão de Ramos. Só existiam duas piscinas funcionando, uma estava lotada porque é mais quente e a outra tinha uns 2 casais…O local não é nada demais, dá para pular esse passeio tranquilamente. O que salvou foi o geladinho/chupchup que tomamos lá! haha

Para nós, a qualidade da foto é compatível com o lugar

Ficamos pouco tempo e aproveitamos para conhecer e jantar em São Jorge, na Pizzaria Canela d’Ema, que tem uma pizza muito gostosa e uma decoração com foco em ETs. A música ao vivo estava com um repertório ótimo.

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São Jorge é bem mais roots/simples que Alto Paraíso. As ruas não são asfaltadas, sim de areia. E estava BEM cheia! Muitos carros e gente pelas ruas, estava até difícil transitar. Sem dúvidas é onde está o movimento da região (Alto é bem mais pacata, sem badalação, mais restaurantes que barzinhos) e parece ser um local agradável, mas não nos arrependemos de ficar em Alto.

E aí, curtiu nossa mundança? No próximo post falaremos de Santa Bárbara, Capivara, Loquinhas, Cristais, Almécegas I, Almécegas II e São Bento.

Não deixe de nos acompanhar também no instagram @vemundar. Qualquer dúvida, estamos à disposição pelo contato@vemundar.com

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3 comentários sobre “A energia e a beleza exuberante da Chapada dos Veadeiros em Goiás: 1ª parte (visão geral, Vale da Lua e Catarata dos Couros)

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