Patagônia argentina e chilena + Buenos Aires – 2ª parte: do Brasil a El Chálten

Olá, mundantes!

Na postagem anterior, fizemos um resumo geral de toda a nossa viagem.

A partir de agora, vocês lerão nosso “diário de bordo”, com mais detalhes sobre os hotéis, restaurantes e passeios.

Vem mundar?! Boa leitura!

01.11.14 (sábado): Vitória à São Paulo à Buenos Aires

Saímos de Vitória para Buenos Aires, com escala em São Paulo. Dentro da Argentina, de Buenos Aires (aeroporto Aeroparque, mais próximo à cidade – não Ezeiza) para El Calafate tínhamos algumas horas de espera e, como era noite, optamos por dormir em um hotel e voltar ao aeroporto. Dormimos no Hotel Aeroparque Inn & Suites. Não provamos o café, o único objetivo era estar próximo ao aeroporto, o que foi atendido e quarto e banheiro eram OKs.

Nessa noite trocamos 3.000 reais por pesos argentinos com a Karina Enebelo, na cotação de 5 por 1. Vimos indicação dela na internet e resolvemos arriscar. Ela foi até o hotel e combinamos também que na nossa volta a Buenos Aires, ela nos entregaria os ingressos para os shows Fuerza Bruta e Tango Cafe de Los Angelitos.

O contato é: +54 911 5228 8603 (WhatsApp ou telefone)

Além dos pesos argentinos, levamos 500 dólares para usar no Chile.

02.11.14 (domingo): Buenos Aires a El Calafate e El Chaltén

Saímos de madrugada para El Calafate e chegamos no aeroporto da cidade por volta das 9 horas. Pretendíamos alugar o carro no próprio aeroporto em uma das 2 locadoras que existem lá e ir direto para El Chaltén. A surpresa foi que, por ser domingo, elas estavam fechadas (OBS.: os “nativos” chamam-nas de Calafate e Chaltén simplesmente).

Chegamos a cotar táxi; deram o preço de 300 pesos até o centro, mas contratamos o serviço da Ves – uma van com bagageiro – e pedimos ao motorista que nos deixasse no centro da cidade, próximo a locadoras, o que ele atendeu prontamente, mesmo com a dificuldade do idioma. A passagem foi 100 pesos. Contratando ida e volta, pagaríamos 180. Pegamos só ida, pois ainda não sabíamos o hotel em que ficaríamos no final da viagem, mas voltamos com eles (fizemos reserva pelo telefone 2902497355) e pagamos 90 pesos cada (segundo eles, era uma promoção).

No centro, paramos em frente a duas locadoras. Uma também estava fechada e a outra não tinha carros. Fomos andando com nossas malas até um centro de informações para conseguir um mapa e localizar outras locadoras.

A moça que nos atendeu falava inglês, facilitando o entendimento. A cidade estava sem linha telefônica e ela não conseguia ligar para as locadoras para ver se estavam abertas e se tinham carros disponíveis. Então fomos andando. No início, Caio iria sair à procura e eu ficaria cuidando nas malas. A moça ofereceu guardá-las. Ficamos preocupados, mas aceitamos.

Após rodar um pouco, dar de cara com algumas outras locadoras fechadas, encontramos a Nunatak Rent a Car (Gobernador Gregores, 1075 – rua paralela à Av. Del Libertador).

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Fomos atendidos por uma senhora super simpática que tinha um único carro, recém devolvido e ainda sujo. Perguntou se nos importávamos de apenas “tirar o grosso” e, sinceramente, naquela altura só queríamos um carro, seja ele qual fosse e como estivesse haha.

Havia 10% de desconto para pagamento em dinheiro, mas já tínhamos nos programado para passar esse valor no cartão de crédito. Como a cidade estava sem linha, não conseguimos passar o cartão. A senhora confiou em pagarmos apenas na nossa volta para El Calafate, antes de ir para o Chile, até porque precisávamos da autorização para transitar entre os países, que seria providenciada por ela. Mesmo assim, super fofa! Acreditamos que por ser uma locadora local e pequena, não façam questão de burocracia.

Mas aí decidimos aproveitar o desconto e ela aceitou que pagássemos uma parte em dinheiro e outra no cartão. Enfim, super aberta à negociação. O valor do contrato ficou, então, 3000 pesos no dinheiro e 5200 pesos no cartão. Nesse valor, incluída a “carta verde” – autorização para irmos ao Chile. Nos entregou também um mapa da estrada, explicando o caminho.

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Mapa da rota Calafate – Chálten (clique para ampliar)

Carro alugado, fomos rezando para que nossas malas estivessem no lugar haha, o que aconteceu e partimos aliviados, com roupas e motorizados para El Chaltén.

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A Ruta 40 é lindíssima, de boa qualidade e bem vazia nesse trecho, ao menos no domingo. Paramos diversas vezes para fotos em “miradores” e inclusive no meio da pista. O Lago Argentino nos maravilha com sua cor única e há entradas na pista para ficar mais próximo a ele, o que rende bons shoots.

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Almoçamos em La Leona, que descobrimos ser turístico após estarmos lá. Os atendentes são bem simpáticos. Comemos um bife com queijo e presunto, pedindo batatas para acompanhar.

Seguimos para El Chaltén. O trecho é de 220km e o fizemos em 4h, já com a parada. El Chaltén é uma cidade minúscula, com poucos moradores, mas muito acolhedora.

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Assim que chegamos, visitamos o centro de visitantes do Parque Nacional Los Glaciares, onde nos foram passadas algumas informações sobre tempo e atividades disponíveis e entregue mapa da cidade (seguem abaixo imagens para que tenham uma ideia).

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Mapa de Chálten (clique para ampliar)
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Mapa de Chálten (clique para ampliar)
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Mapa de Chálten (clique para ampliar) – trilhas

Nosso hotel foi a Hostería El Alamo, com atendentes igualmente simpáticos e prontos a dar informações. O quarto tem bom tamanho, assim como o banheiro, e o sistema de aquecimento é ótimo. O café da manhã é simples, como a maioria dos cafés que encontramos na Patagônia – suco de laranja, leite, cereais, torradas deliciosas, 2 tipos de pães e 1 ou 2 de bolos, geleias, ovos feitos na hora, a seu pedido. O wifi é bem devagar, mas é uma característica de toda a cidade. Outro ponto ruim é a cortina de plástico no banheiro, o que também parece ser uma característica da região. Possui estacionamento.

Por indicação do recepcionista, fomos jantar no restaurante La Tapera. Atendimento de primeira, decoração interessante, comida excepcional e preço ótimo! Foi o melhor restaurante de nossa viagem. Nesse dia, pedimos chorizo e uma sopa comum na região, indicada pela garçonete. Muito bons! Não deixem de tomar. Pedimos também duas taças de vinho, totalizando cerca de 300 pesos.

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03.11.14 (segunda): El Chaltén – Laguna de los tres

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Logo pela manhã, iniciamos a trilha “Laguna de los tres”. Antes, passamos em um estabelecimento próximo ao hotel para comprar lanche: empanadas (cerca de 12 pesos cada) e água.

A trilha tem início no fim da cidade. Próximo ao portal, há torneira com água potável deliciosa e, bem ao lado da placa-mapa, pauzinhos para auxiliar na caminhada (confie, irão nos agradecer por essa dica – só os descobrimos depois de voltar da trilha).

O caminho é diversificado. Mescla planos com (muitas) subidas, belas paisagens e bastante lugares (pedras/troncos) para fazer paradas. É bem sinalizado e praticamente impossível se perder. Fizemos a trilha, ida e volta, em 8 horas, com um céu limpíssimo (raro) e muito vento, principalmente ao final – motivo pelo qual, infelizmente, não atingimos o cume do Fitz Roy: a subida se tornou perigosa e todos que voltavam nos alertaram quanto ao perigo de continuar. Foi difícil decidir abrir mão da vista estando tão próximos, mas a prudência falou mais alto.

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Na volta, é possível seguir o caminho de Laguna Torre, fazendo 2 trilhas em uma (há quem faça apenas Laguna Torre, iniciando de outro ponto, que não lembro), mas não fizemos por ter sentido a perna durante o caminho ao Fitz.

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Dados de nossa trilha ao Fitz Roy

Exaustos, paramos no restaurante Estepa Resto Bar. Outro lugar que deu show no atendimento e na qualidade da comida. A pedida foi lasanha e sorrentinos de cordeiro. Muito, muito bons, além de bem servidos e baratos.

04.11.14 (terça): El Chaltén – Lago Del Desierto, Chorillo Del Salto, Los Condores

Pela manhã, fomos ao Lago Del Desierto. A direção é similar à trilha do Fitz Roy, mas segue ainda por um bom trecho à direita. Fizemos de carro.

A navegação pelo lago tem horários de saída fixos, nenhum muito cedo. Acho que o nosso foi próximo às 13:00h. Tivemos que esperar por volta de 40 minutos para que os “marinheiros” chegassem, mas valeu para explorar as redondezas, uma bonita floresta com bela vista do lago com patinhos.

IMG_0420_1024 GOPR0578_1024 IMG_0432_1024 O passeio custa 150 pesos e dura cerca de 1 hora. Eu achei “normal”. Com poucos dias em Chaltén, pularia esse passeio ou até mesmo investiria em outra caminhada. O Caio, porém, mais ligado em água e menos em caminhada do que eu, super adorou. Segundo ele, é impressionante ver um lago tão grande e tão bonito. Realmente, mal dá para acreditar que não é mar.

Na volta, fizemos uma parada num local que possuía banheiros, um pão com carne ou linguiça maravilhoso servido por um senhor que é a cara do Al Pacino. Lá tem início outra trilha, feita em propriedade particular, sendo cobrada a entrada. Depois da trilha do dia anterior, não estávamos muito a fim de andar por mais de poucos minutos.

Optamos por uma trilha menor, mais à frente (voltando do Lago), chamada Chorillo Del Salto. Anda-se pouco, encontrando um caminho com florzinhas amarelas e uma cachoeira ao final.
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No caminho de volta, avistamos um local bonitinho e resolvemos entrar. É um “hotel fazenda” bem agradável, em que diversos animais ficam soltos e oferecem aos hóspedes passeios de kayak, bicicleta etc, chama-se Eco Camp.

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Lanchamos wafles na La Waflería (Av San Martín, 640 – esq. Pje Los Cóndores). Mais um lugar maravilhoso, atendimento nota 10, super bem servido, ótima apresentação e muito gostoso. Pedi o de frutas e um submarino (leite quente em que se “afunda” uma barra de chocolate) e o Caio um de doce de leite acompanhado de capuccino.

Queria assistir ao por do sol (que acontece tarde, por volta das 21h) no alto da Sandero de Los Condores, que dá vista para a cidade e o Fitz. Esse dia estava nublado e não tivemos sucesso, mas a caminhada é bem tranquila e vale ao menos para ter noção do pequeno tamanho da cidade (sim, esse aglomeradozinho do centro é Chálten).

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Para fechar com chave de ouro nossa estadia, voltamos ao La Tapera para, mais uma vez, apreciar o melhor dos chorizos e agora também um dos melhores nhoques que já comemos.

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